Um Brasil sem Mundial nem Olimpíadas

Rafael A. Junquera, Director Editorial TeleSemana.com

Quando se fala do setor de telecomunicações no Brasil todos associamos com a copa do mundo em 2014 ou com os Jogos Olímpicos de 2016. Dois eventos esportivos de grande magnitude que se concentram pela segunda vez na história de forma simultânea em um mesmo pais. E ninguém pensa que estes eventos poderão ter um impacto negativo no setor, pois o compromisso é contar com uma excelente infra-estrutura de telecomunicações nas cidades que sediarão os jogos de 2014.

O impulso desses dois eventos esportivos, gera muito impacto e nos faz esquecer de outras realidades. Por exemplo, alguém se questiona se o crescimento de banda larga será distribuído em todo o país?  Porque se existirem lugares onde o crescimento é muito maior, estaremos falando de um sério problema de exclusão digital no Brasil. A definição desta diferença digital, é simplesmente a diferença entre o tipo de acesso dos mais “ricos” versus aqueles menos favorecidos, cujo tipo de acesso pode ser zero o muito inferior aos mais favorecidos. E Brasil como qualquer mercado, necessita criar uma classe media em todos os âmbitos possíveis.

Por isso seria interessante que o Brasil refletisse sobre seu mercado de Telecomunicações separando os dois fatores que podem criar um Boom de inversão em certos mercados e não em todo o território. Qual seria o cenário do setor no Brasil, sem estes dois grandes eventos?

Todos sabemos que para 2014 LTE já estará disponível no mercado, mas “onde” vai estar é tão importante quanto “quando”. No entanto, pouco se escuta sobre o avanço desta tecnologia a nível nacional. Sabemos que os estádios terão acesso a banda larga de excelente qualidade e que os turistas europeus, norte americanos, e asiáticos não terão nenhum problema para enviar fotos e vídeos para seus colegas, mas e o brasileiro, como caminhará?

Futurecom 2011 começa esta semana, e o mais provável é que o entusiasmo pelos fortes investimentos na infra-estrutura sejam motivo de alegria e celebração. Poucas serão as apresentações que não farão referencia as novas tecnologias associadas aos eventos esportivos, como o que aconteceu na África do Sul, que pensaram que os investimentos em novos estádios trariam prosperidade ao país, e infelizmente, um ano depois, os estádios são uma carga fiscal mais que um recurso útil para a sociedade.

Esta coluna não tenta expor uma visão pessimista com respeito à brasil. Muito pelo contrario, fora os dois eventos esportivos, o Brasil conta com uma economia sólida e um movimento social muito promissor e com visão para o futuro. O país finalmente toma uma liderança regional moderada e de confiança no lugar de uma imposição forçada.Os outros países estão aceitando a sua liderança, porque confiam em um Brasil forte e estável, que tenha proximamente, voz e voto entre os países do G7.

Por tanto, Brasil, sem Copa do mundo nem Jogos Olímpicos seguiria mostrando uma imagem no setor de telecomunicações muito forte e saudável. Como fazer que esses dois fatores produzam resultados positivos para a maioria, em lugar da minoria, e que os investimentos sejam a largo prazo, não só para resolver os problemas durante os dias dos eventos, é algo que o país deve planejar, porque se ninguém toma o papel de advogado do diabo, a possibilidade de um resultado negativo é mais possível do que agora podemos prever.

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  1. Estimados, este articulo es bueno, sin embargo arrancan con una mentira por lo que lo demas no se toma en serio o en el mismo tono que es mentira. La mentira escrita es: “Dos eventos deportivos de gran magnitud que se concentran por primera vez en la historia de forma tan seguida en un mismo país” eso es falso, recuerden en las olimpiados de 1968 – Mexico y el mundial de futbol 1970-Mexico.

    tengan mas cuidado si no uno pensara que lo demas que escribieron tampoco es cierto.

  2. Difiero del autor, no es la primera vez que 2 eventos mundiales en un pais son de forma tan seguida, en Mexico en 1968 se organizo las olimpiadas y en 1970 se organiza el mundia de futbol.

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    Hola a ambos, gracias por la aclaración y ya he corregido el dato. Pido disculpas por no haber verificado mejor este dato.

  4. Hola, entonces es la tercera vez… EEUU en 1994 y Atlanta en 1996…

  5. Avatar of TeleSemana

    Menos mal que no me dedico al periodismo deportivo. Lo cambiamos pero si hay una cuarta vez borro el artículo al completo. Cuela si digo que lo puse como juego de Trivia para ver si la audiencia está atenta? Bromas aparte, gracias por la aclaración y perdón nuevamente. Acabo de consultar con José Otero, presidente de la consultora Signals, que tiene un cerebro privilegiado, y me confirma que ya no hay más.

  6. Avatar of TeleSemana

    Me confirma José Otero, presidente de Signals, que hay otro más, que Alemania 72 en Munich y Mundial del 74. Y esposible que haya alguno más.

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